Supradesnivela- mento do Segmento ST

Síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento do segmento ST corresponde à oclusão da artéria coronária e correspondente necrose dos miócitos causada pela isquemia prolongada. O Infarto com supradesnivelamento de ST pode apresentar-se com os seguintes sinais e sintomas:

 

  • Dor característica de isquemia e/ou
  • Elevação do segmento ST 1 mm ou mais em pelo menos 2 derivações contínuas,bloqueio de ramo esquerdo novo ou o supradesnivelamento do segmento ST de 2 mm em derivações precordiais V2-V3 e/ou
  • Liberação dos marcadores de necrose miocárdica.

 

Na suspeita de infarto em parede inferior ou parede posterior (quando houver depressão do segmento ST nas derivações precordias de V1 a V4) sugere-se que seja realizado o eletrocardiograma com as seguintes derivações:

 

  • Derivações posteriores: V7 e V8 e,
  • Derivações para Infarto inferior: V3R e V4R.

 

                                                                                            

 

 

Os seguintes fatores devem ser priorizados no atendimento inicial do paciente com suspeita de SCA com supradesnivel do segmento ST:

 

  • Confirmação do diagnóstico pelo eletrocardiograma (até 10 minutos) e
  • Alívio da dor isquêmica e
  • Avaliação do quadro hemodinâmico e
  • Reperfusão com intervenção coronária percutânea primária ou fibrinolíticos se indicado e
  • Início da terapia antitrombótica a fim de prevenir eventos trombóticos de repetição ou trombose intrastent.

 

 

Outras causas mais freqüentes a serem consideradas na presença de elevação do segmento ST são:

 

  • Miocardites ou
  • Pericardite aguda ou
  • Pacientes com infarto do miocárdio antigo e elevação do segmento ST persistente ou
  • Repolarização precoce.

 

Estratificação de risco precoce – O escore de TIMI para o infarto agudo do miocardio com supra de ST é utilizado para predizer a mortalidade em 30 dias através da analise dos dados da chegada do paciente. Dada a velocidade com que a terapia de reperfusão é administrada em pacientes com IAM, sua utilidade clínica na tomada de decisão médica no início do departamento de emergência é limitada. Características de alto risco incluem idade avançada, baixa pressão arterial , taquicardia, insuficiência cardíaca e infarto do miocardio em parede anterior ou bloqueio de ramo esquerdo novo.

 

 

A classificação de Killip é um sistema de pontuação para avaliar mortalidade nos primeiros 30 dias. Os pacientes são assim classificados, de acordo com a classe de Killip:

 

  • Classe I de Killip inclui os que não têm sinais de insuficiência cardíaca;
  • Classe II de Killip inclui indivíduos com estertores crepitantes em 50% ou menos nos pulmões, um galope de 3ª bulha;
  • Classe III de Killip descreve indivíduos com franco edema agudo de pulmão;
  • Classe IV de Killip descreve indivíduos em choque cardiogênico ou hipotensão (pressão arterial sistólica).

 

As taxas de mortalidade correspondente a classe de Killip são apresentadas abaixo:

 

  • Classe I de Killip: A taxa de mortalidade foi de até 6%.
  • Classe II de Killip: A taxa de mortalidade foi de 17%.
  • Classe III de Killip: A taxa de mortalidade foi de 38%.
  • Classe IV de Killip: A taxa de mortalidade foi de 81%.

Referências

O'Gara PT, Kushner FG, Ascheim DD, et al. 2013 ACCF/AHA guideline for the management of ST-elevation myocardial infarction: a report of the American College of Cardiology Foundation/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines. Circulation 2013; 127:e362.
Steg PG, James SK, Atar D, Badano LP, Blömstrom-Lundqvist C , et al. ESC Guidelines for the management of acute myocardial infarction in patients presenting with ST-segment elevation. Eur. Heart J. 2012 Oct;33(20):2569-619.
Piegas LS, Feitosa G, Mattos LA, Nicolau JC, Rossi Neto JM, et al. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Tratamento do Infarto agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST. Arq Bras Cardiol.2009;93(6 supl.2):e179-e264